Sobre a Fala em Bancas: uma Resposta a Marcos Macri

Junho 21, 2008 at 8:35 pm | In Uncategorized | No Comments
Tags: , , ,

O Grilo Falante

Alguns professores pegam pesado em bancas de monografias por motivos variados, não posso ter a presunção de achar que entendo todos, mas, vejo que a percepção da motivação no falar em função da platéia talvez seja importante. Quando eu falo, para quem estou falando? por que estou falando?

As figuras e papéis que motivam o falar em uma defesa

Há casos em que falar para o avaliado é importante. Porque o estudante merece (nem todos, rs rs) e quer um feedback de uma “autoridade”. Ou pode haver alguma ligação direta com a pessoa, ou mesmo algo que o trabalho tenha despertado, que a apresentação tenha despertado, enfim, há casos em que o avaliador sente que deve “de verdade” falar algo para o avaliado, mas, principalmente porque ele tem de fato algo a falar.

Há casos onde há estudantes na platéia, então talvez seja interessante falar como educador, porque aqueles estudantes podem estar esperando uma aula na sua fala. Logo, não que seja possível evitar os desatinos da comunicação, mas cabe pensar em colocar o educador para falar.

Há casos em que há pessoas que você respeita na banca, ou que são importantes para você, ou que você acha que é possível estabelecer um diálogo intelectual. Então nesses casos o falar enquanto cientista, na conversa entre pares assume um papel no discurso. Algo é partilhado porque há algo a partilhar.

Em todos os casos sempre é preciso ter cuidado para não deixar a vaidade tomar conta da situação, porque ela é sempre um membro de bancas, que pode falar ou silenciar. A amiga humildade (sincera e natural quando possível) é mais recomendada na minha opinião como companheira de banca, embora alguns colegas nunca a tragam. Rs Rs

A realidade sempre é mais complexa

Bem, estas são as figuras e papéis principais do cenário, mas claro que há outras que motivam o falar. E aí, o avaliador fala sempre para uma audiência e portanto assume um papel que identifica ser o que pode leva-lo a se comunicar melhor com esta audiência.

O falante pode identificar na sua audiência figuras próximas destas que mencionei ou outras que a sua experência permite identificar.

O falante combina as perspetivas de fala para estas figuras, evidencia uma mais que outras quando considera que assim deve fazer, concentra-se apenas em uma das figuras. Há diferentes combinações possíveis e há muito mais além das combinações, claro.

Acredito que este seja um processo tanto consciente por parte de uns como inconsciente por parte de todos.

O diagnóstico do “pegar pesado”

Primeiro é preciso dizer que parece que tem gente que fala para si próprio, ou seja, fala para se convencer de algo que ele mesmo precisa acreditar.

Há gente que fale talvez para mostrar conhecimento para alguma ou algumas das figuras da platéia. Talvez por insegurança, por vaidade, porque “aprendeu” que em bancas se deve “mostrar conhecimento”. (investigar as causas dá algumas teses , eu acho. Rs Rs.).

Há ainda gente que fala mecanicamente. É algo praticado, ditado decorado, fala automática para situações cotidianas.

Há também a emoção. Não posso deixar de lado a emoção (logo eu). Tem gente que fala porque a emoção faz falar, e a emoção pode ser gerada por muitas diferentes situações (não dá para elencar). Mas, quando a emoção faz falar não quer dizer que se esteja fugindo dos papéis de avaliador, educador, cientista.

Logo, o “pegar pesado” depende de muitas variáveis, concorda?
Brincando de elencar algumas delas, aí vai:
nível de auto-conhecimento;
grau de neurose;
taxa de indução do ambiente;
taxa de indução dos pares;
taxa de indução da platéia;
taxa de indução do avaliado.

Ou seja. Tudo coisa de maluco!!!!!!!!!!

Ei. Mas dá para começar a pensar num boa pesquisa, não?!! Não consigo enxergar um recorte adequado, mas não posso dizer que ele não exista.

Quanto à confiança e julgamentos

Realmente não podemos evitar que as pessoas julguem nossos comportamentos. Acho que respeito, afinidades, empatia, cumplicidade são palavras que que me vêm à cabeça agora como bons ingredientes que pertencem a alguns relacionamentos. Mas, palavras são só palavras e eu sempre achei que relacionamentos são complexos demais para colocar em palavras.

Finalizando, digo que tô por aqui para o diálogo, sempre!!!!!

Aqui você pega um artigo que certamente é um dos que fundamentam estas minhas idéias. Se possível, será interessante ter sua percepção.

Ah… procurando uma imagem para o post olha o artigo que eu achei.

Grande abraço e obrigado pelo sincero diálogo.

Fonte da imagem
Zemanta Pixie

A exclusão digital oficial no Brasil

Junho 7, 2008 at 11:31 pm | In Transformação Social, Uncategorized | 1 Comment
Tags: , , ,
Brazilian regions numered map.

Imagem da Wikipedia

Site disponibiliza anualmente informação oficial detalhada sobre a exclusão digital no país.

O CETIC.br é uma divisão do CGI.br responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil. No site há um cardápio variado que merece ser explorado sistematicamente. São dados, vídeos, artigos e outros materiais oriundos de duas grandes pesquisas realizadas anualmente, desde de 2005, em todo o território nacional: a TIC domicílios e usuários e a TIC empresas. Todos as informações estão disponívies para download ou para consulta online.

O estudo das pesquisas do CETIC.br talvez seja o primeiro passo necessário para um digóstico da nossa realidade local. A apreensão da metodologia das pesquisas (que está detalhadamente explicada) pode mostrar a viabilidade de uma avaliação local com indicadores e procedimentos já reconhecidos e validados mundialmente.

A partir de uma primeira leitura dá para traçar um rápido panorama geral da situação no Brasil quanto à exclusão digital no ano de 2007.

Os microcomputadores estavam presentes em 24% dos domicílios brasileiros. 53% da população brasileira com mais de 10 anos informou já ter usado um computador e 41% Internet. No caso da internet houve um crescimento de 8 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Os centros públicos de acesso pago (lanhouses, Internet cafés, etc.) foram o local predominante para o acesso à Internet no Brasil, com 49% das menções. O uso da Internet nestes centros cresceu 19 pontos percentuais com relação ao ano de 2006. Para o CETIC.br isto mostra “o grande potencial da iniciativa privada para combater o problema da exclusão digital no país”. E eu já fico logo sismado com isso.

Quanto ao acesso à Internet em centros públicos de acesso gratuito, como telecentros. A pesquisa mostra que, apesar de pequeno, duplicou no último ano passando de 3% para 6% em 2007.

O principal impedimento levantado pelas pessoas que afirmaram nunca ter usado a Internet até 2007 foi a a falta de habilidade com o computador ou com a Internet (55%). Os outros motivos mencionados foram a falta de necessidade ou interesse (39%) e a falta de condições de pagar o acesso (31%).

Bem, o material é para estudo e consulta permanente. A cada insight, a cada nova suposição, nova hipótese, vamos estudando e construindo ao mesmo tempo as possibilidades para a nossa realidade local.

E então, é válido?

Zemanta Pixie

Inclusão Digital Fora do Mapa na Paraíba

Maio 22, 2008 at 3:49 pm | In Uncategorized | 3 Comments
Tags: , , ,
Farol do Cabo Branco (Detail).

Imagem da Wikipedia

O mapa do Observatório Nacional de Inclusão Digital - ONID mostra que há 78 telecentros da Paraíba, 23 deles em João Pessoa. Mas esta informação não é satisfatória. É preciso otimizar a informação sobre formas e locais de acesso gratuito a micro-computadores com internet na Paraíba. E nós podemos começar pela grande João Pessoa.

Dia desses refletindo sobre o que podemos fazer pela inclusão digital na nossa região iniciei uma e-investigação sobre formas e locais de acesso gratuíto à computadores com internet na grande João Pessoa.

Pensando em uma das preocupações

Entendo que há diferentes dimensões que envolvem o problema. Uma delas é a que o Ricardo Anderáos revela no seu artigo Analfabeto Digital.

para garimpar informação na internet, para separar o joio do trigo, a gente precisa de paciência, esforço e atenção. E, acima de tudo, uma capacidade de avaliar a confiabilidade das fontes dessa informação que não é ensinada em nossas escolas. Essa é a verdadeira alfabetização para os nossos tempos hi-tech.

Como eu já disse em post anterior, se acoisa é complicada para quem tem familiaridade com a web como será para quem não tem?

Acho que muita gente acaba consumindo a primeira coisa que aparece pela frente. Quais serão as conseqüencias disto?

Amadurecendo as ações

Amadurecendo um pouquinho pontos já colocados por aqui agora penso:

1º mobilizar esforços para que a informação sobre pontos de acesso chegue às pessoas que querem utilizar computadores e a internet:

Neste caso acho que temos que ver: Que veículos on-line seriam os mais adequados/eficazes?! Talvez uma página no wikispaces, ou outras soluções. Comunidades no Orkut? Não sei. Preciso de Ajuda. (Mas claro que a coisa não pode ficar só na internet).

Além disso: PÔ PESSOAL, SEO E SEM só servem para fins R$ R$. Caramba!!! Vamos aprender a fazer SEO e SEM pro bem!!!!!!!!!! (até rimou, viu!). Trazer Tráfego de Gente Na Internet Interessada Em Contribuir.

2° Práticas, ferramentas, softwares, apropriados para pessoas com pouca familiaridade com computadores e internet:

O que já existe? O que já existe? O que podemos desenvolver? O que podemos desenvolver?

Eu, como “administrador”, raciocino mais ou menos assim: “preciso de um diagnóstico da nossa realidade local para poder agir“. Logo, penso que é preciso fazer algo como o Mapa da Exclusão Digital publicado em 2003 pela FGV.

Bem, vou continuar procurando ali e gritando aqui. Quem sabe outras pessoas da nossa região se interessem pela causa e colaborem somando esforços, ajudando a classificar e publicar informação, procurando alternativas conjuntamente.

Por fim, nunca é demais re-divulgar o que o Observatório Nacional de Inclusão Digital - ONID fez com o Google maps que mostra mostra os telecentros e as informações sobre sua localização.

Só para inspirar, né?!!!!

Zemanta Pixie

Não Venha Com Problemas, Quero Soluções

Maio 6, 2008 at 3:40 pm | In Uncategorized | 5 Comments
Tags: , ,

Administrador Feliz

Existe uma leva de filmes, documentários, que expõe um lado um tanto desagradável da ação corporativa no mundo contemporâneo. O mais abrangente e com foco específico nas atividades das grandes corporações é o The Corporation. Mas, como atvidade empresarial e sociedade do consumo caminham lado a lado, outros dois exemplos interessantes são: Surplus - Terrorized into being Consumers e o que assisti hoje Story of Stuff (Versão com Legendas em Pt) dica da LadyBug.

Aliás, dizer que são apenas filmes é limitado, pois estão são de fato ativismo. Porém, como reagem as pessoas a estas ações?

Estes Filmes Provocam Sentimentos e Reações

Estes filmes me tocam profundamente e sempre atiçam um tipo de responsabilidade duplicada que sinto ter em relação ao assunto. Primeiro por ser Professor - Aprendiz de Educador, e segundo por estar na Área de Administração.

Sempre que dá para encaixar no contexto levo alguns destes filmes para a sala de aula. Mas, apesar de haver reações momentâneas interessantes e comentários pertinentes, até hoje não ví alguma atitude ou ação de algum estudante que possa indicar uma assimilação do conteúdo para a sua vida. O que não quer dizer que isto não possa ter ocorrido ou que não vá um dia ocorrer.

Há um Aparente Desinteresse Generalizado

O que percebo numa maioria de estudantes é que ou o conteúdo serve para algum tipo de galhofa ou lhes parece extremanente desinteressante.

“O que isso tem a ver com Administração? Estou aquí para aprender a ser administrador de empresas, o grande pensador, articulador de estratégias, intérprete de mercados, ator fundamental do mundo dos negócios. Pô professor, este filme chato e ainda por cima com legendas!!!!! Não dá”.

Quero Ser Jack Welch

Dá até para imaginar uma pensamento: “Este filme não tá me ajudando en em nada. Pô, quero ser é Jack Welch, Carlos Ghosn, James C. Hunter“.

Porque é mais agradável, mais “realista”, mais prática e menos teoria, consumir na Exame, ou na HSM Management, ou na Você S/A: os dez passos para o sucesso pessoal; como os lídereres chegaram aonde estão; o que fazem as empresas de “sucesso”; quais as “tendências” para o management world.

Nem tudo está perdido?

Ah… mas como o “mundo pensante” da Administração já se preocupa com o Pop-Management e já faz Critical Management Studies, pode ser que a qualquer hora a coisa mude, não é mesmo?

Aliás, dá até para imaginar o pensamento de um “pesquisador” em Administração “esperto”: “Cara!!!!!, vou criticar a Administração de dentro da própria Administração e fazer parte da comunidade “cabeça”, falei!”.

Enquanto isso, deixa eu continuar tomando meu leitinho com antibiótico, comendo minha carne de frango que é 100% peito e dirigindo meu carro 2008 que já está velho. É a força do mercado mesmo, a globalização, a competitividade, não tem jeito, né?

Crédito da Imagem: http://www.flickr.com/photos/afred/1337146840/

O Boticário pisou na bola?

Abril 30, 2008 at 1:59 pm | In Uncategorized | 2 Comments
Tags: , , ,

Este post coloca uma questão sobre o vídeo da campanha de O Boticário para o dia das mães de 2008.

Bem, minha visão sobre a atividade empresarial não é das mais positivas. Parafraseando Michael Moore, não que eu considere as empresas como um mal para a sociedade. Acho que uma discussão deste tipo cairia em uma espécie de dilema tostines. Mas, de fato, se a atividade corporativa traz soluções traz tantos ou mais problemas complexos com suas ações.

O Boticário é uma empresa cuja imagem está relacionada ao ideal de Responsabilidade Sócio-Ambiental Empresarial. “Filosofia” contemporânea que possui uma variedade de defensores e também de críticos.

Juntamente com uma colega estudante de pós-graduação apresentamos no artigo Responsabilidade social enquanto estratégia: questão de superação da prática crematística uma concepção deste universo no que tange à associação com estratégias empresariais. Este é basicamente meu posicionamento.

Denise, minha esposa e pessoa que compartilha comigo muitas das percepções quanto ao consumismo e a sociedade contemporânea, falou-me ontem sobre sua visão do comercial que está sendo veiculado para a campanha do dia das mães de O Boticário. Uma visão bastante negativa e de percepção de uma inversão de valores. Antes de criticar fui ver o comercial e realmente percebi que há margens para o tipo de visão apresentado por Denise. Porém, vejo que o filme também traz boas respostas às possíveis críticas.

É claro que não passa pela cabeça da maioria das pessoas que haja qualquer coisa de negativo neste comercial. Mas, na minha percepção, O Boticário chegou incrivelmente perto de uma possível “queimação de filme” apresentando uma suposta disputa entre dois irmãos pelo melhor presente para a mamãe.

Considero que a coisa só não desandou de vez porque o elemento “vencedor”, para o irmão menor que dá o lenço de presente, está de certa forma insinuado. Mesmo assim, é o presente de O Boticário que emociona. Complicado?

Veja o vídeo.

Computador Gratuito em João Pessoa

Abril 26, 2008 at 6:50 pm | In Uncategorized | 7 Comments
Tags: , , ,
Paulo FreireImage via Wikipedia

Uma das reclamações que escuto freqüentemente de meus alunos, dentre aqueles que tem a coragem de falar, é a de não terem como acessar a internet para receber e-mails ou para ver o blog de uma disciplina por exemplo.

Este post tem por objetivo comunicar o início de uma e-investigação sobre formas e locais de acesso gratuíto à computadores com internet na grande João Pessoa.

A idéia surgiu enquanto eu pensava em qual seria a minha contribuição para o Movimento Blog Voluntário, que segundo seus idealizadores é:

“uma ação cujo objetivo é dar uma mexida na Internet e fazer o Dia Global do Voluntariado Jovem acontecer também no mundo on-line, com ações voltadas ao combate do analfabetismo digital.”

O que é analfabetismo digital?

Primeiro, por que é tão difícil arranjar definições simples, bem organizadas, informativas atuais e com credibilidade, para coisas como “analfabetismo digital”?

O Google leva a tantos lugares e é preciso gastar um tempinho compreendendo a informação daqueles lugares para poder saber se vale à pena citar ou não. Enfim, requer muito bom senso, muito comprometimento com a “qualidade da informação” que você vai divulgar e principalmente: muito tempo!!!!!!!!

Na busca por uma melhor compreensão do termo “analfabetismo digital” cheguei ao Falamansa Blog, que me levou a um artigo do Estadão.

O artigo de Ricardo Anderáos, Analfabeto Digital, trata exatamente do problema que enfrentei para fazer este post e que enfrento diariamente em muitas das minhas necessidades de pesquisa na internet. As duas citações diretas do artigo que apresento a seguir resumem o assunto:

“O fato é que para garimpar informação na internet, para separar o joio do trigo, a gente precisa de paciência, esforço e atenção. E, acima de tudo, uma capacidade de avaliar a confiabilidade das fontes dessa informação que não é ensinada em nossas escolas. Essa é a verdadeira alfabetização para os nossos tempos hi-tech.”

“analfabeto digital é aquele que não consegue entender o valor daquilo que aparece debaixo do cursor do seu mouse”

Assim, o analfabetismo digital é visto pelo ângulo da dificuldade em classificar a informação relevante frente ao monte de informação a que temos acesso na internet.

Certamente há diferentes e inter-relacionadas causas para este problema. Mas, quando penso nisso, uma das primeiras coisas que aparece na minha cabeça é a “Falta de Oportunidades para o Uso da Internet”.

Imaginem. A coisa é complicada para quem acessa a web todos os dias e vive procurando diferentes maneiras para melhorar suas formas de buscar e classificar a informação, logo: Como é para quem acessa uma ou duas vezes por semana, por exemplo, apenas para cumprir uma exigência de uma disciplina na faculdade?

Mas, claro que o problema não é apenas a exclusão digital. Tem várias pessoas que acessam diariamente computadores e a internet e que se resumem à consumir apenas certos produtos. Aliás, estes parecem estar mais próximos do público alvo do movimento blog voluntário.

É uma questão cultural e de educação, não é?

Quem são as pessoas que “além do senso comum” tem consciência da necessidade de filtro, de ponderação etc sobre os produtos que consomem?

É uma questão de comportamento de geração? E isto importa?

Entendo então que o “analfabeto digital” possui muitas faces e realidades que transitam entre a exclusão digital e os hábitos de consumo na internet, passando pelas cultura e educação das pessoas e muito mais.

Como ajudar na “alfabetização digital”?

Ah… Agora eu queria que baixasse um EDUCADOR DE VERDADE em mim para eu resgatar ao menos Paulo Freire. E aí, ponderar pertinência, validez ou não deste termo “alfabetização digital” e suas implicações.

Mas, vejos que existem iniciativas sendo desenvolvidas por governos, organizações e indivíduos no combate à exclusão digital. Como este é meu blog pessoal, posso ser menos formal e, mesmo sem autoridade no assunto, me dar ao direito de elencar ao mensos um ponto e uma questão quanto ao assunto:

1º é preciso mobilizar esforços para que a informação sobre pontos de acesso chegue às pessoas que querem utilizar computadores e a internet;

2° Existem práticas, ferramentas, softwares, apropriados para pessoas com pouca familiaridade com computadores e internet aprenderem? Isto é válido?

O trabalho de hoje me mostra que o empreendimento é dos pesados. Por isso, claro que não tenho como dar conta dele num post. Daí, justifico o já apresentado objetivo para este post: comunicar o início de uma e-investigação sobre formas e locais de acesso gratuíto à computadores com internet na grande João Pessoa.

Porém, existem algumas suposições implíticas nesta iniciativa que talvez seja interessante divulgar para que o revelar de intenções clareie qualquer momento se sorte cósmica. Rs Rs Rs

Como podemos fazer ajudar na “alfabetização digital” na grande João Pessoa

Acho que neste ponto já está claro que meu post não é para os “alfabetizandos digitais”.

Eu confesso que nem sei direito quem são, como são e muito menos como me comunicar com eles. Será que eu mesmo não sou um tipo de “analfabeto digital” em algum contexto?

Em termos de exclusão digital, que como já mostrei é uma das pontas do problema, a idéia que tenho da realidade na nossa região é muito vaga. Apenas li pouco aqui e acolá pontualmente sobre o assunto e juntando com as experiências da vida só dá para dizer que é muito grande.

Objetivamente senti que precisava de uma espécie de diagnóstico da nossa realidade local antes de qualquer ação neste sentido. Pode ser coisa de administrador, ou de virginiano como alguns gostam de dizer, não sei. Algo como o Mapa da Exclusão Digital publicado em 2003 pela FGV, que teve como objetivo:

“proporcionar uma perspectiva de atuação integrada com outras ações que visam combater a miséria, a desigualdade e elevar o nível de bem-estar social de maneira sustentável.”

Sem definir um diagnóstico como este me sinto tão impotente. Afinal, não sou nenhum Sérgio Amadeu.

Por isso, o que eu gostaria de fato é que outras pessoas da nossa região se interessassem (digitalmente) pela causa e colaborassem na empreitada. Somando esforços, ajudando a classificar e publicar informação, procurando alternativas conjuntamente. Mas confesso que a esperança é pouca. Por pelo menos dois motivos iniciais:

a) Certamente estou escrevendo apenas para a minha própria leitura. Um texto deste tamanho, num blogue sem expressividade nenhuma. Quem vai ler?

b) Mesmo que alguém chegasse a ler, ainda assim teríamos todas as chances de dificuldades de mal-entendimento na comunicação. Visto que o tema não é simples, o escritor não é um expert no assunto e mesmo que essas condições fossem satisfeitas, ainda assim…

Então, mesmo solitariamente, espero poder continuar com este trabalho e a seguir apresento algum resultado inicial desta empreitada.

Locais para ter acesso a computares com internet gratuitamente em João Pessoa

Bem, só fazendo é que a gente vai vendo e entendendo as dificuldades. Não é tão simples assim, apenas com uma e-investigação, encontrar os locais onde podemos ter acesso gratuitamente a computadore e internet na grande João Pessoa.

De início, o nome Telecentros parece o mais adequado. Mas não tenho certeza disto. Porém, é por aquí que começo. Até porque encontrei no Observatório Nacional de Inclusão Digital - ONID um tipo de mash-up com o Google maps que mostra mostra os tais telecentros no mapa e as informações sobre sua localização.

Bem, mas apesar de todo o tempo estar pensando na grande João Pessoa, ou seja: Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo. Vou me ater neste post apenas à lista dos Telecentros do município de João Pesoa. Simplesmente por um motivo: Falta de Tempo. Mas, a intenção é complementar em outros posts e se possível, avaliar também os telecentros in-loco e as alternativas aos telecentros. Ufa!!!! Alah me dê tempo e combustível!!!! Rs Rs Rs

De acordo com o site do ONID São 27 Telecentros em João Pessoa

No mapa, além da localização visual você tem algumas outras informações sobre os pontos, potanto vale é legal ver o mapa da ONID que é muito mais informativo que esta minha listinha, mas aí vai:

* CRC Antônio Alves de Lima - Rua João de Brito Lima Moura s/n [(83) 3244-4863]

* CRC Bairro dos Ipês - Rua Homero de A. Araújo 199

* CRC Cícero Lucena - Rua Profª. Luiza Fernandes Vieira s/n [(83) 3231-6127]

* CRC Dep. Fernando Carrilho Milanez - Rua Francisco Gomes de Oliveira s/n [(83) 3233-5759]

* CRC Félix Cahino - Rua Francisco Barbosa Sobrinho s/n [(83) 3237-5166]

* CRC Idália da Silva Lima Azevedo - Rua Esmeralda Gomes Vieira s/n [(83) 3235-3943]

* CRC Maria Borges - Rua Conceição Cabral s/n [(83) 3241-7474]

* CRC Otaviano Coutinho -Rua Jurandir Dantas s/n [(83) 3213-1520, (83) 3238-6793]

* CRC Ver. Júlio Paulo Neto - Rua Antônio Alves de Moraes s/n [(83) 3262-8041]

* CRJ Ilma Suzete Gama - Pça. Lauro Wanderlei s/n [(83) 3237-9397]

* CRJ Reuben Ramalho -Rua Elias Cavalcanti de Albuquerque s/n [(83) 3218-9370]

* CRJ Tony Cássio Estrela -Rua Luís Pimentel Batista s/n [(83) 3212-6085]

* CRJ Ylton Veloso Filho -Rua Prof. Arnaldo de Barros Moreira 71[(83) 3214-3180]

* Casa Brasil Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba - Cefet-PB - Rua das Trincheiras 275 [(83) 3241-5113, (83) 3208-3000]

* Casa da Mulher Renasce Companheira - Rua Victor Hugo, 110 [(83) 233-2850 / 234-3394 info@renascecompanheira.org.br, cmrc@renascecompanheira.org.br]

* Centro Administrativo - Av. Dr. João da Mata s/n [(83) 3218-4567]

* Centro de Inclusão Digital - João Pessoa/PB - Rua Duque de Caxias 305 [(83) 3218-6661]

* CID João Pessoa - Rua Pe. Emiliano Cristo s/n [(83) 3218-9405]

* CRAS - Rua Lopo Garro s/n

* CRC José Gonçalves de Amorim Júnior - Rua Prof. João Gomes Coelho s/n [(83) 3241-8975]

* CRJ Sinhá Bandeira - Av. Cap. João Freire 218 [(83) 3244-2951]

* Estação Digital de Gramame - Rua Geraldo Fagundes Araújo 10 [(83) 3220-1138 escolavivaolhodotempo@ibest.com.br, rcdajp@yahoo.com.br]

* Estação Digital de João Pessoa - Rua Telegrafista Geraldo F. Araujo 10 [(83) 3231-4022]

* Prefeitura de João Pessoa - Rua Arlindo Correia, s/nº

* Rede Nacional de Pessoas vivendo com HIV/AIDS -Rua Irineu Jofilly, 182 [(83) 222-8322/ 222-6257 info@redehiv-pb.org.br, redenacional@redehiv-pb.org.br]

* Telecentro Meninos de Rua I - Rua Monsenhor Walfredo Leal 399 [(83) 3218-9807]

* Telecentro Piollin Cultura Popular - Rua Prof. Sizenando Costa s/n [(83) 3235-5490]

Ps. A imagem do Seu Paulo Freire estava dentre as sugestões do Zemanta. Logo, não pude resistir né?!

Ps2. Vale lembrar que além dos pontos de acesso ficou a questão: Existem práticas, ferramentas, softwares, apropriados para pessoas com pouca familiaridade com computadores e internet aprenderem? Isto é válido?

netnos, a internet entre nós

Abril 25, 2008 at 5:39 am | In Uncategorized | No Comments
Tags:
The kids investigate the lot.Image via Wikipedia

Não sou da área de informática, computação, sistemas, essas coisas que tem os computadores como sua principal ideia associada. Mas, desde que eu pude ter contato com computadores pela primeira vez….

acho que existe um fascínio, um desejo de compreender sempre mais , de querer estar experimentando e produzindo e ….

Essa história é longa. Não dá para ser contada agora. Mas espero que possa ser em algum momento.

Tá pertinho de fazer um ano (12 de julho) que venho curtindo e aprendendo com e sobre Blogs, que, apesar de não serem a primeira , certamente são a mais frutífera e gratificante até agora das minhas iniciativas na internet. Minha história com a internet é um capítulo da história com computadores.

Quanto aos blogs, o primeiro netnos ainda está lá. O endereço continua (por enquanto) sendo netnos.blogspot.com, mas o título passou a ser Vivendo de Ouvir. E tem um outro net, mas não é netnos é o netnografando, que está aquí no WordPress.com.

Bem. Este post é apenas uma breve introdução. Porque já são 3:50 da madruga e além do #lifestress não dá para ficar agora (exclusivamente neste momento) alimentando também o #blogstress.

Esta noite foi de descobertas legais. Inclusive uma delas me incentivou a criar este novo blog. Mas não vou linkar nada agora (acabei linkando as poucas coisas no dia 26), não dá para explicar mais nada agora. São 3:54. E há tensão quanto ao #blogstress.

Mas foi um prazer.

Ah. Eu não poderia deixar de colocar a figurinha do Zemanta e de quebra um link que serviu e uma referência talvez útil né?!! 3:58, #blogstress?!!

Related articles

Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.